Respondendo Klaus

Klaus fez um texto massa, mais uma vez, chamado:

E o São João, Seu João?

Eu gosto muito da visão que ele tem, e mais ainda de rebater o que ele escreve. Só que por conta da falta do que fazer, eu escrevi muito e resolvi postar aqui e mandar o link pra página dele. O link pra acessar a "sagrada escritura" ta ali debaixo no título do meu texto. Ou seja, você não vai entender se quiser ler só isso aqui.

 

Mas falando sério, Klaus, eu acho inevitável que a modernidade não consiga dominar alguns costumes. Nem vou falar em dominar tradições ou culturas pq essas duas senhoras aí englobam os costumes. Vou fazer do seu blog o meu por um instante. Acho que ninguém vai ter coragem de ler o meu comentário todo! hahaha!

Nós, que falamos tanto em levar recursos para o campo pq o povo de lá precisa deles, e assim eles praticam a diáspora em busca de uma vida melhor para sobreviver. Onde eles estão buscando essa vida melhor? Na cidade, nos costumes e rotinas urbanas das capitais. Assim como nós, terceiro mundo (que chamam de emergente) buscamos os recursos de fora pra que possamos ser adaptados ao que é vivido lá fora. Não nos colonializam mais, a gente que busca isso! Ou nos integramos ou estamos fora.


O que tem com isso? Eu acho que o sertanejo vive um momento em que ele tem buscado essas "novas maravilhas" pra se sentir tão "humano" quanto outros. E a mudança na musicalidade se torna algo comum nesse processo pq a tendência é seguir o que está avançando.


Eu enxergo que Gonzaga criou uma moda, essa moda foi seguida e contagiou muita gente.
O forrózinho foi entrando na casa das pessoas, não só dos sertanejos, mas foi na casa dos urbanos que tudo isso começou. Eu lembro que quando era criança as festas juninas rolavam nos bairros da cidade do Salvador. As ruas eram enfeitadas com bandeirolas e o som tocava alto aqueles hinos de forró que saiam dos bolachões, LPs e etc. PQ? Pq o povo da cidade era de origem interiorana. Era aquele povo que vinha buscando uma vida melhor. Quantos nós conhecemos que tem parente fora da capital ou que nasceram lá?!
A sacada é que Gonzaga influenciou diretamente vários artistas da nossa época. Quem toca forró e não conhece o homem que cantava com aquele sotaque simpático? O problema disso tudo é a inovação que todos os músicos buscam para se destacar. Você sabe que aquele que não se destaca pela competência OU inovação na música fica pra trás. Daí, na minha visão, surgiram esses forrós metalizados com "Riquelme na batera".
Muitas vezes o avanço destrói aquilo que é bom, ainda mais quando um povo não foi educado ou condicionado a manter aquilo que é bom, que é seu.


Mas, de um tempo pra cá algum prefeito teve a idéia genial de colocar as atrações em uma praça, pro povo da cidadezinha ir curtindo e ganhar alguns votos.


Claro, deu resultado e todos copiaram. Mas ninguém gosta de ir pra roça, amigo! O que eles fizeram? Urbanizaram a cidadezinha, fizeram praças bonitinhas, deixaram o local com cara de "desenvolvimento" e assim outros vieram pra curtir o som. Com a emigração dos que levavam os filhos pra passar os festejos por lá nessa época, os guris foram passando as novidades pros amigos e foi popularizando.


O problema mesmo é quando o povo que tem dinheiro vê a oportunidade de lucrar e fazem os Piu-Pius da vida.


Sinceramente, acho que tudo isso envolve mais ganhos do que tradição. O Forró de Campina Grande é uma festa que trabalha o "tradicional", mas só faz isso pra lucrar. É SIM! Pq tem pessoas (tô falando de mim), que preferem priorizar o tradicional, como já declarei nas mídias sociais, mas é aquele caso: tem forró pra todos os GASTOS.


Resumindo: O dinheiro é que ta destruindo tudo.

Comentários

  1. Amigão, não acho que você converge das minhas opiniões. A indústria padroniza a música justamente porque esta virou uma mercadoria do mundo globalizado que precisa atingir a todos, de todos os lugares e de todas as culturas. Sem dúvidas o interesse é sempre econômico ou eleitoral...

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